Participação em feiras: detalhes que garantem (ou não) o investimento


<a href="http://www.freepik.com">Designed by Freepik</a> Feiras de negócios e salões são excelentes ocasiões para estreitar o relacionamento com seu público de interesse, seja ele investidor, parceiro, fornecedor ou mesmo consumidor final. Ou seja, estar num evento significa estar numa grande vitrine.

E, claro, estar nessa grande vitrine tem um preço, geralmente cobrado por metros quadrados, com cada centímetro muito bem valorizado. Por isso, vale pensar em cada detalhe para que o investimento realmente compense. O que se observa, porém, é que nem sempre as empresas chegam preparadas para essa exposição.

Com base em visitas a grandes feiras, fizemos uma pequena lista - que poderia ser bem maior - com alguns dos principais pecados a serem evitados e, o melhor, com o antídoto:


Pessoal de atendimento mal treinado/ mal humorado

Convenhamos, ninguém é obrigado a saber que a Toscana não fica no sul da Itália. Mas se o expositor contrata uma pessoa para falar sobre o seu produto – que é vinho – numa feira especializada, para um público exigente, a credibilidade da exposição, diante da confusão geográfica, pode ser comprometida.

Ficar o dia todo sorrindo, de salto alto, para pessoas que podem estar mais interessadas em provar os produtos e ganhar brindes do que em fazer negócios não é das tarefas mais agradáveis. Porém, o profissional precisa estar apto a lidar com isso. É quase inevitável que parte do tempo será gasto com essas pessoas. Mas não vale descontar em quem de fato procura informações sobre o produto a frustração pelo tempo gasto com os “aproveitadores”.

Antídoto: Treino e paciência. Invista um tempo na seleção e treinamento de quem vai estar na linha de frente do seu estande. Repasse cada ponto, faça simulações. Quanto ao cansaço, que é normal, avalie se não está deixando poucas promotoras para longas horas de trabalho. Melhor investir em uma equipe maior que correr o risco de perder um negócio ou uma oportunidade na imprensa.

Porta-vozes inacessíveis/ ausentes

Pessoas chave como os proprietários, gerentes de marketing e de produto, costumam ser os mais requisitados nos estandes. O que é ótimo, afinal eles estão lá para isso mesmo, para divulgarem as novidades. O problema é quando eles não estão no estande ou estão inacessíveis, sobretudo para jornalistas.

Antídoto: Eleger prioridades e administrar melhor o tempo. Se a empresa resolveu participar do evento é porque identificou ali uma oportunidade real e alinhada com sua estratégia de crescimento. Logo, a ausência de um porta-voz preparado no estande não é um bom sinal e indica, no mínimo, uma falta de planejamento e organização. É verdade que ninguém é obrigada a ficar no estande o tempo todo, mas é preciso estar acessível. Deixar tudo na mão de atendentes bonitas, mas nem sempre bem treinadas, pode significar a perda de um negócio, ou a oportunidade de falar com um jornalista ou formador de opinião no segmento.

Assim, vale um esforço para administrar o tempo. Pessoas de bom senso, inclusive os jornalistas, sabem que feiras não são os lugares mais adequados para longas conversas ou entrevistas, mas sabem que o encontro, ainda que breve, mas cordial, pode significar o começo de um novo negócio ou de um relacionamento com a imprensa. O que não vale é ficar comendo amendoim com os amigos, enquanto as oportunidades passam.